Voltei!

Rafael Regis

Com o fim da correria manicomial de dezembro, prometi para mim mesmo que dedicaria boa parte das minhas queridas férias à escrita e ao blog. Mas aí me dei conta de que, depois de tanto tempo, podia curtir o sol, a praia e o mar sem nenhum tipo de preocupação. E podia ter denovo várias ideias sem a paranoia de transformá-las em alguma coisa “útil”, produtiva. Até dava para ter escrito vai, confesso…assim como dava pra ter filmado, tirado fotos, arrumado a velha bagunça e recuperado velhos projetos…nã! Decidi, pelo menos por mais esse mês, entregar-me à inegável vocação de vagabundo, há muito profetizada por minha mãe.

Me fez bem! Volto renovado, com a leitura em dia e sem dívidas com o mar. E aproveitando da mania – talvez saudável – de mudar as coisas com a virada dos anos, retorno com a proposta de diversificar um pouco do que se vê por aqui. Ainda surf, mas um pouco mais do surfista. O swell é o mesmo, o vento também, mas a bancada felizmente está em constante mutação. Bom ano!

Soul solutions

Ser “soul” é saber encontrar o que te completa mesmo quando as condições parecem totalmente desfavoráveis. Em algum verão sem ondas no começo da década de 70, época de racionamento de água na Califórnia, surfistas de alma fizeram das piscinas vazias sua vala perfeita. Meio sem querer, inventaram algo que se desenvolveria por anos até se tornar um novo esporte, uma nova cultura, um novo estilo de vida. O skate também está sujeito à adversidades físicas, efêmeras àqueles que vivem no mundo das ideias…

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John John vence em Sunset

A tríplice coroa havaiana é uma das competições mais tradicionais do surf. Composta por uma etapa 6 estrelas (Haleiwa), uma etapa prime (Sunset) e uma etapa do WT (Banzai Pipeline), a perna havaiana reúne os melhores atletas do mundo e encerra o calendário oficial do surf, geralmente, em ondas perfeitas.

Neste ano, o inverno havaiano parece tímido. Os tubos só foram aparecer no penúltimo dia da competição em Sunset, depois de valinhas decepcionantes em Haleiwa. Aliás, Adriano de Souza apareceu bem em Haleiwa, ficou em terceiro e se declarou interessado no título da tríplice coroa, mas rodou cedo em Sunset e agora a missão está bem complicada. Pior ainda ficou para os brasucas que estavam na portinha da elite do surf mundial. William Cardoso, Tiago Camarão e Jesse Mendes não foram longe no Havaí e, já que não disputam Pipeline, praticamente deram adeus ao sonho de começar 2012 entre os 32 melhores surfistas do mundo.

Quem está voando no Havaí é o jovem local John John Florence, que foi semifinalista em Haleiwa e detonou em Sunset para ficar com o título da etapa , chegando assim à liderança da tríplice coroa. O menino que cresceu nas ondas havaianas e disputou este campeonato em Sunset pela primeira vez aos 12 anos, mostrou facilidade impressionante para se posicionar em um dos outsides mais complicados do mundo. Confira algumas das ondas da etapa.

G-32 DO ASP WORLD RANKING – 49 etapas em 2011
Pos. Atleta
1.  Kelly Slater (EUA) – 64.200 pontos
2.  Owen Wright (Aus) – 49.650
3.  Taj Burrow (Aus) – 48.450
4.  Joel Parkinson (Aus) – 50.600
5.  Adriano de Souza (Bra) – 45.900
6.  Julian Wilson (Aus) – 45.700
7.  Jordy Smith (Afr) – 45.600
8.  Gabriel Medina (Bra) – 44.220
9.  Alejo Muniz (Bra) – 38.907
10.  Josh Kerr (Aus) – 38.819
11.  Jeremy Flores (Fra) – 38.570
12. Michel Bourez (Tah) – 35.600
13. Damien Hobgood (EUA) – 34.570
14.  Mick Fanning (Aus) – 31.592
15.  Adrian Buchan (Aus) – 31.522
16.  Raoni Monteiro (Bra) 30.410
17.  Heitor Alves (Bra) – 30.145
18.  Miguel Pupo (Bra) – 30.055
19.  John John Florence (Haw) – 30.044
20.  Bede Durbidge (Aus) – 29.450
21.  Taylor Knox (EUA) – 27.050
22.  Brett Simpson (EUA) – 25.650
23.  Adam Melling (Aus) – 25.450
24.  Kolohe Andino (EUA) – 25.245
25. Kieren Perrow (Aus) – 25.000
26. Dusty Payne (Haw) – 24.505
27. Tiago Pires (Por) – 24.450
28.  Jadson André (Bra) – 23.640
29.  Matt Wilkinson (Aus) – 23.150
30.  Patrick Gudauskas (EUA) – 23.020
31.   C.J. Hobgood (EUA) – 22.350
32.  Fredrick Patacchia (Haw) – 22.120
35.  Willian Cardoso (Bra) – 19.815 pontos
39. Thiago Camarão (Bra) – 18.810
40.  Jessé Mendes (Bra) – 18.185
46.  Junior Faria (Bra) – 14.510
50.  Hizunomê Bettero (Bra) – 13.355
55. Leonardo Neves (Bra) – 11.147
59. Wiggolly Dantas (Bra) – 10.037
65.  Tomas Hermes (Bra) – 9.060
86.  Jano Belo (Bra) – 6.515
89.  Ricardo dos Santos (Bra) – 6.360
95.  Jihad Khodr (Bra) – 5.656
100.  Alex Ribeiro (Bra) – 5.252

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A mulher no surf

Por Rafael Regis

Mulheres deixam o outside muito mais agradável. Chega uma hora em que cansa olhar pro lado e só ver marmanjo tatuado. Os surfistas mais velhos que conheço dizem que era bem raro encontra-las lá fora. Hoje, porém, é difícil ir surfar sem ouvir um “aê, aê” em voz fina, pedindo licença para continuar destruindo sua valinha. E elas estão mandando cada vez melhor. Há quem defenda que o surf é um dos esportes em que menos se evidencia discrepâncias físicas e técnicas entre os sexos. Talvez o que falte para a mulherada bater de frente com os caras seja simplesmente mais tempo de cultura de surf, mais meninas na água mais cedo e, é claro, patrocinadores dispostos a bancá-las na profissão.

Acabou ontem a Reef Hawaiian Pro, a primeira etapa da tríplice coroa havaiana e adivinha quem era o wild card local do evento? Não era “o”  wild card, era “a” wild card, meu brother! Carissa Moore, a campeã mundial de 2010. Tudo bem que ela ficou em último logo na sua primeira bateria, dando adeus à competição precocemente, mas Carissa não deu vexame. Era mais um competidor ali. (Competidora. Maldita língua que masculiniza a generalização). Pegou três ondas, não conseguiu achar a pontuação, mas valeu. E deu a sensação que os caras não mudaram o jeito de competir pela presença de Carissa, o que é muito legal.

Acho legal também a mídia especializada não fazer muito “auê” pela participação de Carissa no evento masculino. Tudo bem, é uma mulher competindo contra 60 e tantos homens. É notícia. Foge do usual, eu sei. Mas as matérias que saíram por aí foram bem contidas. Essa coisa de “sensacionalizar” quando uma mulher se equipara aos homens em algum território dominado por eles me soa um tanto quanto preconceituosa e machista. Se é para haver igualdade entre os sexos, que ocorra de forma natural, sem fazer muito alarde e ficar enaltecendo as mulheres pioneiras como se elas fossem um “milagre da natureza”, algo que foi feito para ser inferior e que fantasticamente deu certo.

A mídia do surf dá importância para as competições femininas. Há notícias sempre que rola alguma coisa, as meninas estão sempre em pauta e alguns veículos até disponibilizam conteúdo específico para elas. Mas o surf tem um outro lado bem machista, que acaba sendo alimentado pelos próprios veículos de mídia. Em nosso meio há uma constante exploração da imagem da mulher. As fotos dos homens  são escolhidas simplesmente pela plasticidade do surf, pela beleza das manobras. Já a das mulheres tem um outro critério de edição. Infelizmente, o corpo sarado, o biquíni cavado e o rostinho bonito ainda definem o que vai ser capa de revista e homepage de site. Isso acaba por influenciar o esporte como um todo, pois para um patrocínio vingar é necessário que se traga retorno e sabemos que esse retorno está na divulgação das marcas. Logo, meninas que não possuem tais atributos, mesmo que sejam muito boas, acabam não conseguindo dar continuidade a uma carreira dentro do esporte.

Deixo aqui o teaser do filme “Na praia delas”, que ao mesmo tempo em que tenta mostrar a emancipação da mulher, com duas surfistas “mó” descoladas e tal, acaba por exemplificar o que acabei de falar. Ressalto que minha pretensão não é julgar os produtores do filme e de todo o “conteúdo feminino” que se produz no universo do surf. Muitas vezes esta exploração “over” da imagem da mulher é feita sem que se perceba ou que se tenha a intenção de subvaloriza-las. Acontece que é um modelo que vem funcionando e recebendo incentivo –leia-se grana.

*A primeira foto do post é de Jacqueline Silva, que está de volta ao surf depois de sofrer acidente no começo do ano.

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O homem que possibilitou o surf noturno

Por Rafael Regis

Pablo tinha medo do sol. Nunca saia na rua antes do astro-rei dar seus sinais de despedida, não brincava ao ar livre com as crianças do bairro e nem tomava banho de mar, que ficava a menos de 100 passos da porta de sua casa. Era feliz assim, ou pelo menos quase. A única coisa que o incomodava era o fato de não poder surfar. Passava horas na janela do quarto de sua avó, admirando os cabeludos saírem dos tubos sorrindo. Desejava estar lá, mas aí lembrava do sol e imaginava as milhares de coisas terríveis que a esfera luminosa poderia lhe causar. Desistia.

Pela noite, lia os livros que seu avô trazia da biblioteca da faculdade de engenharia da qual era funcionário há 50 e tantos anos. Pablo leu um monte deles, centenas…milhares. E nem viu o tempo passar.

Velho e frustrado, teve uma ideia que poderia ter lhe salvado a infância. As lojas no verão fechavam antes de o sol ir embora, então comprou todos os materiais necessários para seu projeto em um site da internet, ferramenta que aprendeu a usar com o vizinho de janela, um garotinho simpático que, acredite, também mantinha uma irremediável aversão ao sol.

Mais alguns anos trancafiado, mais alguns livros devorados e…eureca! A invenção funcionava, mas já não servia para ele, estava velho demais. Pobre Pablo, afortunado vizinho.

Não, essa história não é verdadeira, mas imagina se fosse…

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A maior onda já surfada

Por Rafael Regis

“Uma imagem vale mais que mil palavras”. Nunca gostei deste tipo de afirmação. Acredito nas palavras. Mas definitivamente não saberia como usá-las para descrever a inacreditável onda de aproximadamente 90 pés surfada por Garret Mcnamara em Nazaré, Portugal.

Mcnamara, lenda viva do big surf, há anos se empenha na busca por ondas gigantes. E para chegar ao ponto de encarar morras como esta é necessário toda uma infraestrutura material, vasto conhecimento geográfico e metereológico, além, é claro, de muita coragem e pouco juízo.

Há no surf de ondas grandes uma espécie utopia, o improvável sonho de surfar uma onda de 100 pés. Improvável? Palavra errada…

 

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My fault!

O erro de cálculo da ASP que antecipou equivocadamente o 11˚ título de Slater trouxe à entidade mais consequências do que apenas a  necessidade de explicar o papelão. A Associação dos Surfistas Profissionais anunciou hoje que aceitou o pedido de renúncia de seu CEO, Brodie Carr.

Brodie mantinha o cargo há 6 anos e o deixará depois do término da perna havaiana, em 31 de dezembro. Ele afirmou que tem o dever de assumir a responsabilidade pelo ocorrido e que a gravidade do ocorrido se mede pela importância que tem um títul mundial.

“Determinar o título mundial da ASP é o momento maior do surf profissional. E em última análise, toda a responsabilidade sobre as atividades da entidade recaem sobre mim. Diante disso, renúncio ao meu cargo de chefia”, essas foram suas palavras em nota distribuída à mídia internacional.

A postura de coragem e liderança que Brodie Carr parece estar tentando passar não condiz com o que vimos em São Francisco, na semana passado. Assim que correu a notícia sobre o possível erro da ASP, quem acabou dando a cara a tapa foi o brasileiro Renato Hickel, que foi franco e se saiu bem na retratação.

Richard Grellman, diretor da ASP, assume o cargo de CEO temporariamente.

Terá sido esta foto tirada após qual dos dois títulos de Slater?

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Medina vence em São Francisco

por Rafael Regis

Gabriel Medina entra na água e nos passa uma certeza de que sairá vencedor. Parecido com o que transmite Kelly Slater, com um único porém: Gabriel nos passa tal certeza até mesmo quando seu adversário é o próprio Slater. Em uma segunda-feira épica, o prodígio brasileiro impôs seu surf para conquistar sua segunda etapa em apenas dois meses na divisão de elite do surf mundial. Parece que não tem mais volta.

O evento de São Francisco consolidou a invasão brasileira no tour. Miguel Pupo, que até então havia imperado nos mares da Califórnia, – por lá venceu os primes de Lower Trestles e de Santa Cruz – chegou até as quartas-de-final e só foi parado por um inspirado Taylor Knox. Alejo Muniz seguiu impecável até as semi-finais, onde enfrentou Joel Parkinson, que surfou como já não fazia há algum tempo. Parko demonstrou manobras ao mesmo tempo seguras e radicais, com muita pressão. Mesmo assim, a derrota de Alejo só foi decretada após o fim da bateria, quando saiu a nota de uma excelente onda surfada pelo australiano. Uma pena. Se Alejo vencesse, teríamos uma final brasuca, já que do outro lado da chave Gabriel Medina passava bateria por bateria sem tomar conhecimento de seus adversários.

A maior revelação do surf brasileiro não conseguiu impedir o título mundial de Kelly Slater, mas voltou da repescagem inspirado. Ao reencontrar o careca nas quartas-de-final, Medina surfou como na França para eliminar Slater e seguir em frente na penúltima etapa do World Tour 2011, de onde sairia novamente campeão.

Na final contra Parko, o menino dos aéreos venceu sem nem tirar a prancha d’água. Mas tirou as quilhas, todas elas, em quase todas as manobras, mostrando que pode sim surfar como “old-school” e que está mais do que preparado para brigar pelo título mundial no próximo ano.

Com essa vitória, Medina escreveu mais uma página na história do surf mundial. Agora são 2 títulos de etapa em 4 disputadas. Impressionante! Uma pena que ele só tenha entrado no tour no meio da temporada. Se estivesse desde o começo, muito provavelmente faria Kelly Slater viajar à Pipeline com calafrios. E se Medina vai fazendo seu nome no tour, simultaneamente ajuda a transformar o Brasil em potência na modalidade. Só nesta temporada, levamos 4 etapas de WT (duas com Mineiro e duas com Medina), além de algumas das mais importantes etapas prime do ano. A bandeira brasileira foi levada ao lugar mais alto do pódio nos últimos 4 eventos importantes. (Hossegor, Peniche, Santa Cruz e São Francisco). E que venha a tríplice coroa havaiana!

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Agora sim, Ke11y!

Por Rafael Regis

Agora sim. Kelly Slater venceu ontem a bateria contra Gabriel Medina e Miguel Pupo no round 4 da etapa de São Francisco e acabou de vez com a novela de seu 11˚ título mundial. Uma “recelebração” discreta e texto ainda mais discreto nesse blog.

Que me desculpe o maior esportista de todos os tempos, mas tá ficando chato. Ele já mudou a história do surf, venceu e influenciou gerações, provou que é o mestre do mares e que o domina toda e qualquer condição. Slater, nós já entendemos, você é o maior e te admiramos por isso. Agora descansa um pouquinho e deixa os outros brincarem.

Para não ser totalmente injusto, fica um vídeo de homenagem ao careca, com seus melhores momentos nesta temporada (boa parte deles do jeito que eu gostaria de vê-lo no ano que vem, sem a lycra de competição):

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Slater celebrará título mundial pela 12ª vez

Por Rafael Regis

Após algumas horas desligado do mundo, me reconecto. “ Kelly Slater se consagra 11 vezes campeão do mundo”. O careca venceu Daniel Ross no round 3 do Rip Curl Pro Search San Francisco e repetiu, pela 11ª vez, o ato que tanto lhe faz bem: levantar o troféu de campeão mundial. No News, mas tem que virar News. Então lá fomos nós – da imprensa – correr para anunciar o feito paradoxalmente raro e comum do mr. Slater.

O repórter mandou matéria fresquinha de São Francisco, a edição, em hora extra, complementou com imagens de arquivo e a produção tentou encaixar a “novidade” na disputada programação do canal de TV. A redação já estava na retaguarda e um belo texto pré-escrito só aguardava a hora certa de emocionar os fãs de esporte. Na internet, ágil de nascença, a notícia já fora copycolada por todo e qualquer sítio “especializado” no assunto. Tudo como manda o protocolo do jornalismo pós-moderno.

Passados quase dois dias do título de Slater, o fato de eu ainda não ter escrito nada sobre o assunto começava a me incomodar. Logo eu, que nunca sintonizei com a ideia de informações urgentes, notícias quentes e essas paranoias da era da informação. Vai ver fui mordido pelo mosquito que transmite essa praga e nem percebi, mas o fato  é que, ao voltar de mais algumas horas off-line, acabei recebendo outra destas “notícias bombásticas”: Kelly Slater ainda não foi campeão mundial!

“Como assim?!”, foi minha primeira reação. Acontece que um cara decidiu fazer as contas no papel e percebeu que a soma dos pontos do circuito não batiam com as divulgadas pela ASP. Ele comentou no site da surfline.com e chamou a atenção de Kelly Slater que divulgou em seu twitter “Eu não sou campeão mundial!”. E lá fomos nós de novo, agora para informar sobre o “descampeonato” de Kelly Slater. Estranho e hilário.

Agora, o careca mais campeão deste planeta terá de vencer outra bateria para retomar o troféu da temporada 2011. Em seu caminho, Gabriel Medina e Miguel Pupo na mesma bateria. Se este round não fosse “no losers” arriscaria dizer que Slater só comemoraria o título em Pipeline, mas acho difícil, até porque Owen Wright tem que ganhar este evento para deixar a corrida em aberto. Aliás, a descoberta do “não título” de Kelly não trouxe muitas esperanças para o australiano que, para ser campeão, precisa vencer em São Francisco e em Pipeline, além de torcer para que Slater não passe uma bateria sequer. Se isso tudo acontecesse, os dois terminariam a temporada empatados e haveria uma bateria homem a homem para decidir o campeão. Sem chances Owen, quem sabe no ano que vem.

Se Slater perdeu o título mundial por alguns dias, eu ganhei outros para escrever sobre mais esta vitória do careca. E se o próprio admitiu que o 11˚ título não foi tão emocionante quanto os anteriores, imagina como será celebra-lo pela 2ª vez…

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